No último dia 23 de março, no Pavilhão de Ciências Humanas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), foi realizado o evento “Emergência Climática: o que fazer”, promovido pelo Centro Acadêmico da Gestão Ambiental (CAGEA) e pelo coletivo Travessias.

Na conjuntura geopolítica atual, é alarmante a retomada de guerras, massacres e negacionismo climático, num contexto de crescente ingerência militar do imperialismo estadunidense. Estes pontos foram abordados no evento do dia 23, com participação do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) e de representante da Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa (Alesp).

Cortez destacou que o crescimento da extrema-direita internacional está associado à grande insatisfação existente na população mundial com as formas predominantes de ação dos governos centrais do capitalismo em relação às diferentes crises que assolam o planeta. Nesse quadro, a extrema-direita produz um discurso simplista, destinado a explicar a infelicidade dos “homens de bem”.

Assim, a responsabilidade por problemas como desemprego, baixos salários e queda na qualidade de vida é atribuída aos imigrantes, à comunidade LGBTQI+, aos movimentos feministas e daí por diante. Omite-se a gigantesca concentração de renda provocada pela financeirização do capitalismo, a abissal e crescente desigualdade social, o acesso restrito à educação e à saúde, o colapso ambiental.

Na oportunidade, o GT PAS da Adusp foi convidado a divulgar a realização da XIII Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA-Esalq), cujos propósitos se coadunam com perspectivas de reflexão e ação diante da crise climática. Entre 11 e 17 de abril, estão programadas diversas atividades na XIII JURA-Esalq, em torno de temas como agroecologia, soberania alimentar e conflitos agrários.

Nas mesas redondas, mutirão e minicurso, será possível aprofundar discussões sobre tais problemas, até porque haverá uma novidade nesta edição: a realização do Simpósio Latino-Americano de Agroecologia e Questão Agrária, que reuniu para sua viabilização três programas de pós-graduação: PPGI em Ecologia Aplicada (Esalq e Centro de Energia Nuclear na Agricultura-CENA), PPG em Engenharia Agrícola (Unicamp) e PPG em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (UFSCar). Isso permitiu seu financiamento pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Ainda como fruto dessa articulação de PPGs, a XIII JURA-Esalq terá início com atividades preparatórias promovidas por parceiros no campus Sorocaba da UFSCar. Em particular, está agendada para 1º de abril a mesa redonda intitulada “Brasil Soberano e Guerra de Narrativas”, com participação do diretor regional da Adusp em Piracicaba, Paulo Eduardo Moruzzi Marques, membro do GT PAS da Adusp.

A intenção é discutir a conjuntura mundial e o papel do Brasil em cenário de eleições gerais e intensa disputa ideológica e de projetos políticos para o país. A mesa redonda integra também a programação local do “15º Abril Vermelho”, promovido com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para mais informações sobre a XIII JURA-Esalq acompanhe na rede Instagram o perfil @juraesalq.

EXPRESSO ADUSP


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