Campanha Salarial 2009
EDITORIAL: PM no campus é inaceitável!
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Os docentes da Universidade de São Paulo estão em greve. Reunidos em Assembléia no dia 04 de junho, consideramos que é necessário dar um basta à falta de democracia nas relações entre a Reitoria e o Movimento! Dar um basta às perseguições políticas a dirigentes sindicais e a estudantes! Dar um basta a alterações estatutárias aprovadas a toque de caixa em votações ilegais! Dar um basta à intransigência do Cruesp, que rompeu unilateralmente as negociações com o Fórum das Seis!
Durante a Assembléia, os colegas trouxeram à tona toda a indignação que a presença da Polícia Militar, fortemente armada e constrangendo os manifestantes, tem causado. É inaceitável que a Reitoria lance mão da PM para resolver conflitos político-sindicais na universidade. A presença da PM no campus a mando de Suely Vilela foi tema de várias intervenções que lembraram que fatos como esse são incompatíveis com o cargo de reitora de uma universidade pública. Isso não ocorria no campus Butantã desde os tempos da ditadura militar!
A deflagração da greve, aprovada por ampla maioria dos docentes presentes, foi conseqüência da avaliação unânime de que é imprescindível dar uma resposta à altura da gravidade do momento.
Agora é hora de fazer o movimento crescer. A adesão dos colegas, participando das atividades de greve e engrossando as manifestações, é fundamental para a defesa da universidade pública e de sua autonomia.
Contra a presença da PM no campus!
Pela imediata reabertura de negociações!
Pela implementação de uma efetiva política de permanência estudantil!
Pela revogação das mudanças na carreira aprovadas pelo Co!
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Declaração da Assembléia da Adusp de 4/6 entregue à Reitora em Audiência de 5/6 Considerando a presença da Polícia Militar na Universidade de São Paulo inaceitável e incompatível com relações democráticas entre partes em conflito, a Assembléia da Adusp, realizada em 4/6, deliberou pela greve a partir de 5/6. Reafirmando sua disposição ao diálogo, esta Assembléia manifesta que considera indispensável para a recuperação de um contexto democrático a retirada da Polícia Militar do campus. Além disso, a Assembléia se declara contra qualquer tipo de perseguição política nas universidades e reivindica:
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Matéria publicada no Informativo nº 284
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