Campanha Salarial 2014
Boletim da Greve 10 – 23/07/2014
Próxima sessão da Assembleia Geral Permanente da Adusp
2ª feira, 28/7, às 15h, no Anfiteatro da História
Pauta:
- Desinterdição da EACH: providências a tomar.
- Avaliação do indicativo do Fórum das Seis de ato estadual unificado no Palácio dos Bandeirantes em 14/8/2014.
- Continuidade do movimento: propostas de luta e mobilização para o início do 2º semestre de 2014.
Não entrega de notas
A campanha de apoio à greve com a não entrega de notas está sendo bem sucedida e seu resultado foi atestado pela pró-reitoria de graduação em comunicado do dia 22 de julho, no qual afirma que, “atendendo inúmeras solicitações das unidades”, irá reabrir o sistema. Não cadastrar as notas é uma importante forma de pressão sobre a reitoria, neste sentido a campanha continua!
Audiência com o governador do Estado de São Paulo
Em reunião realizada no dia 22 de julho, o Fórum das Seis aprovou um pedido de audiência com o governador do Estado de São Paulo, protocolado na Casa Civil no dia 23, solicitando “tratar de políticas para o financiamento adequado” das universidades estaduais paulistas “diante da expansão ocorrida a partir de 1995 e da relevância social das atividades de ensino, pesquisa e extensão que todas elas realizam”.
Ofício CODAGE CIRC 012-2014
Durante sua reunião, o Fórum das Seis tomou conhecimento do teor do ofício CODAGE CIRC 012-2014, enviado às unidades no dia 21/7/2014, que contém esclarecimentos da Procuradoria Geral da USP, “tendo em vista dúvidas levantadas por dirigentes em relação ao comportamento em face do movimento grevista”.
Adusp e Sintusp também se manifestaram a respeito do ofício e aprovaram a seguinte nota:
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A Associação dos Docentes da USP (Adusp Seção Sindical do Andes Sindicato Nacional) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) vêm a público declarar que consideram inaceitáveis quaisquer medidas que tenham por objetivo o corte do ponto de docentes ou funcionários técnico-administrativos em greve na Universidade de São Paulo, a exemplo das “orientações” objeto do ofício CODAGE/CIRC/012/2014. Tais medidas, de caráter autoritário, discriminatório, intimidatório e persecutório, constituem-se num atentado ao direito de greve consagrado na Constituição, além de aumentar a responsabilidade da administração pela gravidade da crise. Caso implementadas, visam impor o ônus do corte de salários àqueles que, legitimamente, se encontram em greve, na luta por melhores condições de trabalho e salários, diante da intransigência da administração que se nega à necessária interlocução por meio da qual o impasse poderia ser resolvido. Posturas deste tipo serão rechaçadas com energia pelas entidades signatárias. São Paulo, 23 de julho de 2014.
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