Campanha Salarial 2014
Zago e Vahan recebem representantes da Adusp
Conforme agendado no dia 23/7 com o chefe de gabinete, professor José Drugowich, ocorreu às 9h30 do dia 30/7 a reunião solicitada pela diretoria da Adusp, para tratar, com a Reitoria da USP, de padrões de diálogo político, dada a seriedade do momento, o agravamento das tensões e a falta de interlocução compatível com o esperado em um ambiente universitário.
O reitor Marco Antonio Zago, o vice-reitor Vahan Agopyan, o secretário-geral Inácio Poveda, e o superintendente de Assistência Social (SAS), Waldyr Jorge, receberam a delegação da Adusp, composta pelos professores Ciro Correia, Francisco Miraglia e Marco Brinati.
Os representantes da Adusp enfatizaram as preocupações com as atitudes da Reitoria desde a posse, que consideram antagônicas aos compromissos assumidos durante a campanha para reitor, de diálogo e do devido encaminhamento no âmbito das instâncias da universidade dos procedimentos para a sua democratização. Em relação ao momento imediato, ressaltaram a importância de se construirem perspectivas de distensão e negociação dos conflitos decorrentes do impasse nas negociações de data-base. Tal impasse foi agravado pelas iniciativas recentes da Reitoria de recorrer a medidas judiciais para lidar com piquetes e de orientar corte de ponto para os que, legitimamente, exercem o direito de greve.
Franqueza
De outra parte, os representantes da administração criticaram comportamentos que, no seu entendimento, visam antes atacar a pessoa do reitor do que contribuir para que haja progresso na credibilidade recíproca, que propicie entendimentos quanto às pautas em disputa; no entanto, não explicitaram a quem atribuir tais comportamentos.
Foi possível tratar com franqueza muitas das pendências no que concerne a demandas encaminhadas pela Adusp à Reitoria e que permanecem sem resposta. Além disso, os representantes da Adusp registraram a grande indignação gerada em parcela significativa dos docentes pelas declarações públicas do reitor sobre temas essenciais para a universidade, sem a devida e prévia discussão interna. Adicionalmente, ponderou-se sobre a necessidade de que o reitor se disponha à negociação de data-base, que compreenda a necessidade do aumento dos recursos destinados pelo estado para o financiamento da universidade e que não atropele iniciativas propostas pela própria Reitoria, como a agenda da Comissão Assessora Especial (Caeco), ao tomar medidas ou ao se manifestar sobre questões cujas discussões ainda estão em pleno curso — como, por exemplo, a avaliação, a permanência ou não da CERT, as características da carreira, as atividades docentes.
Da sua parte, o reitor salientou as dificuldades criadas pelo aumento do percentual destinado à folha de pagamento dos funcionários durante a gestão anterior, reafirmando que não há possibilidade de reajuste face aos percentuais de comprometimento com salários nas três universidades. O reitor insistiu em que tanto ele quanto o vice-reitor (pró-reitores na gestão anterior) não tinham conhecimento do elevado comprometimento do repasse com a folha de pagamento, nem dos numerosos pagamentos já agendados para o ano de 2014.
Atropelos
Zago alegou a existência de embaraços que não lhe permitiram dar início efetivo à sua gestão, imediatamente após a posse, diante de atropelos do processo eleitoral, o qual não teria sido sucedido por uma fase de transição que permitisse acesso prévio a informações administrativas e financeiras.
Reafirmou sua posição quanto a ser necessário retomar a normalidade para que se possa abrir qualquer processo efetivo de discussão ou negociação. O reitor argumentou também que, por considerar o assunto de extrema relevância, criou o GT Atividade Docente, cujas conclusões serão encaminhadas posteriormente à Caeco.
Quanto à EACH, externou sua convicção de que a Reitoria está fazendo o que é necessário e tecnicamente correto. Frisou seu entendimento de que a prioridade é retomar as atividades no campus, que considera oferecer condições de segurança em razão das medidas tomadas ou em andamento.
Ao término da reunião, ficou aberta a possibilidade de outra conversa se demandada por qualquer das partes, sem que, no entanto, tenha havido qualquer compromisso ou entendimento de como encaminhar as divergências e impasses postos.
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