Defesa da Universidade
Após reunião com Simesp, Sintusp e Adusp sobre desmonte e caos no HU, Promotoria da Saúde decide convocar reitor da USP
O promotor Arthur Pinto Filho, do Ministério Público Estadual de São Paulo, tomou a iniciativa, nesta segunda-feira (6), de marcar uma reunião entre o fim desta semana e o início da próxima com representantes do Ministério da Saúde; das secretarias estadual e municipal de saúde; o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago; e membros das diretorias da Escola de Enfermagem e da Faculdade de Medicina no sentido de buscar soluções para a crise que afeta o hospital.
Representantes do movimento de funcionários da USP se reuniram com o promotor nesta tarde para discutir as dificuldades do hospital, que se arrastam desde 2014. Estiveram no encontro o secretário de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Gerson Salvador; o professor César Augusto Minto, representante da Associação dos Docentes da USP (Adusp); Mário Souza, do Conselho Gestor de Saúde do Butantã; e Rosane Meira dos Santos e Givanildo dos Santos, do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
"A ideia é buscar mecanismos junto a todas as esferas governamentais para concluir as negociações para ampliar o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio do HU, com a contrapartida de contratações e abertura de leitos via USP", diz o secretário do Simesp.
Os médicos estão em greve desde o último dia 30 reivindicando a contratação de mais funcionários. Os professores da USP e outras categorias também estão paralisadas contra o projeto da reitoria de desmantelamento do HU, que prevê, entre outros pontos, a desvinculação do hospital da universidade, o que prejudicaria não só o ensino, mas o pleno funcionamento da unidade.
Na última sexta-feira, o Cremesp também comprometeu-se a apoiar o movimento dos médicos e demais funcionários da USP (leia mais aqui).
A crise no HU piorou com o plano de demissão voluntária instituído pela reitoria, que acabou gerando um déficit de 213 funcionários no hospital. Um quarto dos leitos está inativo devido à falta de trabalhadores.
Matéria reproduzida do site do Sindicato dos Médicos de São Paulo
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