Condições de trabalho
De lata?
A USP pode estar entrando em uma nova fase: a da utilização de estruturas metálicas para resolver a falta de espaço físico. São bem conhecidas as críticas à utilização dessas estruturas, do ponto de vista técnico, em relação a conforto térmico e isolamento acústico, entre outras.
No Brasil já há escolas e universidades “de lata”. Ocorreu isso, por exemplo, na expansão da Universidade Federal Fluminense (UFF) por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni, 2007), feita à base de estruturas metálicas, como foi amplamente divulgado na mídia. Críticas a esse tipo de solução vieram de diferentes correntes de pensamento. Um dos candidatos à Prefeitura de São Paulo utilizou o fim das “escolas de lata” até como bandeira de sua campanha eleitoral.
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| Contêiner instalado na FZEA |
Tudo isso não constituiu óbice para comprar e instalar no campus de Pirassununga dois contêineres, que serão utilizados, em princípio, como sala de professores e estudantes de pós-graduação e como laboratórios. A compra teria sido realizada por iniciativa de um docente com recursos de projetos próprios. Mas esse não seria um fato isolado, pois a compra de novos contêineres já foi aprovada pelo Conselho do Departamento de Ciências Básicas, cujo chefe, o mesmo que teria comprado os contêineres instalados, propôs a adoção de sua iniciativa para resolver o problema da falta de espaço gerada pela criação de dois novos cursos em 2009 e pela contratação de novos docentes.
A compra estaria à espera de uma decisão administrativa da direção da unidade e seria feita com reserva técnica institucional gerada por auxílios à pesquisa da Fapesp. Enquanto são finalizadas as construções em atraso, os contêineres permitiriam não só solucionar o déficit de espaço físico de maneira rápida, mas também driblar as restrições impostas pela Fapesp quanto à utilização destes recursos, que proíbem as construções de novos prédios.
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