Condições de trabalho
Núcleo de Consciência Negra pode perder a sede. Coesf vai demolir barracão e não aceita conversar
O Núcleo de Consciência Negra (NCN) foi criado em 1987, contando com a participação da Adusp, APG, DCE e Sintusp. Responsável por inúmeras atividades de combate ao racismo dentro da USP, o Núcleo está sofrendo ameaça de expulsão da sua sede, que funciona em um barracão localizado no entorno da Faculdade de Economia e Administração. As perseguições ao NCN se intensificaram no final de 2010, quando o titular da Coordenadoria do Espaço Físico (Coesf), professor Antonio Marcos Massola, vetou a permanência da entidade no local em que hoje se encontra.
Desde que suas atividades foram transferidas para o barracão, há 15 anos, a entidade solicitou formalmente à USP a concessão de uso do espaço físico. Em 30/8/2010, finalmente, a Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) deu parecer favorável à formalização do Termo de Permissão de Uso. No entanto, a decisão foi imediatamente vetada pelo professor Massola, que alegou, em ofício, haver necessidade de utilização do espaço para a construção de um centro internacional. Como a USP já abriu licitação pública para a contratação de uma empresa de demolição, a sede do NCN parece estar com os dias contados.
A funcionária do ICB Maria José Menezes, Zezé, que é uma das coordenadoras do NCN, afirma que a entidade vem tentando entrar em contato com o professor Massola, inutilmente. “A Universidade nunca nos recebeu bem. Toda forma de reivindicação que tentamos fazer sempre é barrada, não há abertura”, conta. Massola já deu o aviso de que o espaço hoje ocupado pelo Núcleo será desativado no primeiro semestre de 2011.
No dia 23/3, o NCN realizará a sua própria calourada em sua sede, cujo tema será “Acesso à Universidade – cotas raciais e políticas de inclusão”. O evento terá início às 16 horas, com atividade de Fanzine. Às 17 horas haverá o debate “Ações Afirmativas da USP”, participando da mesa os professores Emerson Inácio e Antônio Sérgio Guimarães, ambos da FFLCH; o presidente da Adusp, professor João Zanetic; Marcelo Pablito, representante do Sintusp; Douglas Belchior, do Uniafro; e um(a) representante do DCE. O encerramento será uma festa com a participação do coletivo “Prato do Dia”, que toca samba, suíngue, reggae, funk e groove.
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