Defesa da Universidade
Por que participar das atividades e ir às ruas em 2 e 3 de outubro?
27/09/2019 11h39
Porque o governo Bolsonaro destrói a universidade pública, a educação, a soberania nacional com cortes de recursos, que atingiram 6,2 bilhões somente nos seis primeiros meses de governo.
Porque o governo Bolsonaro é inimigo da ciência e do saber: mascara dados sobre o desmatamento na Amazônia, libera agrotóxicos, contrariando as advertências de especialistas, criminaliza a luta e resistência dos povos indígenas e dos variados movimentos sociais, elimina informações do censo do IBGE e propaga o negacionismo e o obscurantismo.
Porque as ciências, as humanidades, a educação, a cultura e as universidades públicas estão sob frequentes ataques por parte dos aliados do governo federal, que apregoam um discurso anticientífico, divulgando todo tipo de infâmias e fake news sobre a produção acadêmica, a situação econômica e o cotidiano das universidades públicas.
Porque impõe o desmonte da Previdência e o fim dos direitos trabalhistas para favorecer as grandes empresas, e entrega as riquezas nacionais a grupos privados estrangeiros.
Porque o projeto "Future-se" do MEC, o governo Dória e a CPI das universidades paulistas tentam acabar com o modelo de universidade pública, subordinando sua pesquisa e suas instâncias decisórias a entidades privadas. O Future-se é uma versão grosseira e radicalizada do que estamos vivendo na USP após a introdução da McKinsey Consultoria na gestão e no planejamento do projeto "USP do futuro".
Porque é importante continuar a tratar o autoritarismo, a violência, a homofobia, o machismo, o racismo, a opressão de classe e de toda ordem como comportamentos sociais que devem ser estudados e combatidos, tal qual fazem as universidades, ao contrário de promovê-los a política de Estado, como faz o Governo Bolsonaro.
Por tudo isso, Adusp, Sintusp, DCE-Livre e APG reuniram-se em 25 de setembro para debater essa conjuntura e propor ações e atividades para os dias 02 e 03 de outubro. Na ocasião, apontou-se a necessidade de incorporar setores dos movimentos populares numa frente ampla em defesa da Universidade Pública, além de propor uma assembleia universitária para 15 de outubro.
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É hora de irmos para a rua para dar um basta nesses ataques!
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