Meio ambiente
Movimento realiza neste sábado (24/5) caminhada em protesto contra desmatamento e construção de fábricas no Instituto Butantan
O Movimento SOS Instituto Butantan, que reúne coletivos, entidades e moradores(as), realiza na manhã deste sábado (24 de maio) uma Caminhada em Defesa das Árvores, do Clima e da Vida.
A atividade terá início às 10h, na Estação Butantã do Metrô, com caminhada até a entrada do instituto, na Avenida Vital Brasil. A intenção é entrar na área e conversar com os(as) visitantes sobre as motivações do ato.
O movimento protesta contra a intenção do Butantan de cortar quase 7 mil árvores para dar sequência ao seu projeto de expansão fabril na área, que é tombada desde 1981 como bem cultural de interesse histórico e paisagístico estadual pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
O maquinário e as novas instalações já em funcionamento no local têm provocado barulho ininterrupto, nas 24 horas do dia, causando distúrbios de sono e outros problemas de saúde à população da vizinhança.
O movimento reforça que não é contra o aumento da produção de vacinas, principal justificativa do Butantan para a expansão. No entanto, condena o desmatamento, que traz prejuízos ambientais para toda a cidade, e aponta outros problemas, como danos às nascentes, aumento do trânsito e do barulho, instalação de fábricas numa área residencial e riscos biológicos na operação. Além disso, o instituto possui áreas em que a expansão pode ser realizada, como a Fazenda São Joaquim, em Araçariguama, na região de Sorocaba, que tem mais de 1.200 hectares.
Outro ponto questionado pelo movimento é a relação entre o Instituto Butantan e a Fundação Butantan, entidade privada dita “de apoio” que na prática tem dado as cartas nas ações do instituto público. Numa audiência realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado, o procurador José Mendes Neto, do Ministério Público de Contas (MPC), qualificou como “rigorosamente confusa” a relação entre o instituto e a fundação. “É uma mistura entre o público e o privado em que não se sabe onde começa o público e onde termina o privado”, definiu.
Uma comissão de representantes do movimento será recebida pelo diretor do Instituto Butantan, o médico Esper Kallás, docente da Faculdade de Medicina da USP (FM). A reunião terá a participação do vereador Nabil Bonduki (PT), professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU), que foi procurado pelo próprio Kallás para intermediar o encontro, que será agendado entre o final de maio e o início de junho.
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