Meio ambiente
Sem justificativas razoáveis, Prefeitura do Câmpus de Ribeirão Preto está abatendo árvores nativas de grande porte
Enquanto a USP comemora prêmios de “sustentabilidade” recebidos no exterior, no seu câmpus de Ribeirão Preto árvores nativas de grande diâmetro e copas extensas são abatidas para dar lugar à construção de instalações. Basta ser área “de expansão” para que o desejo quase singular da Prefeitura do Câmpus seja prontamente atendido por uma Comissão do Meio Ambiente (CMA) que desde 2012 atua como “comissão de poda e extração”, como é apelidada pela comunidade cansada de ser surpreendida pela perda de vegetação.

A cidade, uma das mais desmatadas do país, sofre com a falta de sombra e o sol escaldante e a baixa e insalubre umidade relativa do ar. A USP de Ribeirão Preto só faz compensação ambiental graças ao projeto Floresta USP, uma conquista histórica de um grupo de biólogos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), que hoje não é vista com simpatia pelos representantes locais da Reitoria.
Provavelmente no último domingo (8/10), diversos exemplares de espécimes nativos de grande porte foram abatidos sem qualquer consulta à comunidade, ao que parece para a construção de um restaurante. As imagens que ilustram esta matéria foram captadas no dia 10/10. Mais uma grave agressão ambiental, que no entanto deverá permanecer impune.
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- CAA vai estudar publicação de edital competitivo para distribuir parte dos cargos de Professor Doutor, diz Segurado no Co; IQ pede criação da função de Professor Pleno
- Ao celebrar, em evento da Fealq, “parcerias estratégicas” da USP com fundações privadas ditas de apoio, Segurado ignora a realidade de conflito de interesses e mercantilização do ensino
- Depois de quase dez anos, Justiça concede à USP reintegração de posse da Creche Oeste; cabe recurso
- ANPG e mais 17 associações de pós-graduandos(as) reagem a cortes da Fapesp em bolsas de pesquisa no exterior; em ofício a M.A. Zago, cobram “abertura de diálogo” e “revogação imediata” das mudanças
- Em ofício encaminhado à Adusp, Reitoria defende exclusão da GACE de docentes afastados por mais de 30 dias, por ser “coerente com a natureza complementar da gratificação”