Nova manifestação em defesa do Instituto Adolfo Lutz será realizada nesta quinta-feira, 5 de agosto, às 10 horas, em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES). O ato é convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sind-Saúde) e pela Associação dos Pesquisadores Científicos no Estado de São Paulo (APqC).

Como noticiado pelo Informativo Adusp Online em junho último, o governo estadual pretendia desalojar a centenária instituição de pesquisa do complexo arquitetônico que a comporta, na Avenida Doutor Arnaldo, por meio da demolição de quatro de seus prédios e do repasse de seu edifício principal (e do restante do terreno) ao futuro Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), ou “Hospital Inteligente”, projeto financiado por verbas federais.

A resistência de parte do corpo funcional do Adolfo Lutz, bem como da APqC e da oposição na Assembleia Legislativa (Alesp) — com a realização de duas audiências públicas nas quais a ameaça de demolição foi denunciada e discutida — e a publicação de diversas reportagens jornalísticas tiveram repercussão negativa para o governo, que foi obrigado a recuar de suas intenções iniciais.

Em reunião com representantes do Sind-Saúde e da APqC realizada no dia 28 de julho, com a participação também da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, garantiu que o Adolfo Lutz não será demolido. Ainda segundo o secretário, o “Hospital Inteligente” deverá ocupar a atual sede da SES e nenhum dos prédios do instituto será afetado por ele.

“Vitória! Agora sim! Instituto Adolfo Lutz fica! Estive hoje com o dr. Eleuses Paiva, secretário estadual de Saúde de São Paulo, que confirmou: o Instituto Adolfo Lutz não será demolido!”, declarou Erundina em seu perfil pessoal no Instagram. “A área estudada para a futura implantação do Hospital Inteligente ocuparia a atual sede da Secretaria, na Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, e não atingirá nenhum dos prédios do IAL”.

No entanto, acrescentou a parlamentar, “não há projeto executivo nem projeto arquitetônico definidos para a obra”. Por isso, “a pressão deve continuar e o ato marcado está mantido”, adverte o Sind-Saúde.

Participaram ainda da reunião, que foi articulada por Erundina, José Luiz Gomes do Amaral, secretário-executivo da SES; Gervásio Foganholi, presidente, e Janaína Luna, secretária-geral do Sind-Saúde; Roberta Morozetti Blanco, pesquisadora do Adolfo Lutz e dirigente da APqC, e Helena Goldman, advogada da entidade.

EXPRESSO ADUSP


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