Geral
Calourada do Núcleo de Consciência Negra
| Daniel Garcia |
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| Tema atraiu docentes de diferentes unidades |
O Núcleo de Consciência Negra (NCN) promoveu em 23/3 a Calourada do NCN, compreendendo uma oficina de fanzine sobre o tema “Acesso à universidade” e mesa redonda com o tema “Ações afirmativas na USP”, da qual participaram o professor Emerson Inácio, da FFLCH, o professor João Zanetic, presidente da Adusp, Marcelo Pablito, da diretoria do Sintusp, José Quibao Neto, da diretoria do DCE-Livre da USP, Douglas Belchior, da diretoria da Uneafro, Maria José Menezes, da coordenação do NCN (foto) e o cartunista político carioca Carlos Latuff. A pró-reitora de graduação, Telma Zorn, disse que não tinha agenda para participar do evento.
As atividades ocorreram no Barracão 3, ameaçado de demolição, que abrigou também uma festa de encerramento. As falas dos debatedores, e de inúmeras pessoas presentes, centraram-se na ausência de ações afirmativas efetivas e na baixa presença da população negra na USP, entre docentes e estudantes. O Programa de Inclusão Social (Inclusp), criado em 2006, recebeu inúmeras críticas, pois não conseguiu implementar um significativo ingresso tanto de estudantes da escola pública, quanto de representantes da população negra.
O professor Emerson, que antes de ingressar na USP lecionou em escola pública no Rio de Janeiro, disse que os alunos que frequentavam as aulas na 4ª série do ensino fundamental “desapareciam” na 8ª série. Roberta, uma estudante negra da Faculdade de Direito da PUC, disse sentir-se estrangeira na sua terra, no que foi secundada por outros participantes que disseram se sentir estrangeiros no campus da USP. Muitos outros relatos e denúncias semelhantes escancaram o crime que a administração da USP cometerá caso concretize a expulsão do NCN de sua sede.
Informativo n° 322
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