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Crodowaldo Pavan, 1909 – 2009
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O professor Crodowaldo Pavan, que faleceu no dia 3/4, aos 89 anos, foi um dos mais importantes biólogos e geneticistas do Brasil. Também militou ativamente nas entidades de representação da área acadêmica. Presidiu a diretoria provisória da Adusp em 1976-1977, abrindo caminho para a primeira diretoria eleita da entidade. Por três gestões (1981-1987), foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
De acordo com o Jornal da Ciência, da SBPC, edição de 3/4/09, entre 1968 e 1975 Pavan foi professor titular de Genética, com vitaliciedade, na Universidade do Texas, em Austin, cargo do qual desistiu em 1975, regressando então ao Brasil. “Integrou a delegação brasileira no comitê científico para estudos dos efeitos das radiações atômicas, junto às Nações Unidas. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Genética e, entre 1974 e 1980, coordenou o Programa de Integração Genética do CNPq”, informa o JC. Presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de 1986 a 1990.
Dignidade
Formado em História Natural em 1941, pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, Pavan foi logo contratado como assistente do professor André Dreyfus, fundador do Departamento de Biologia da USP. Em 1943 teve início a produtiva colaboração com Theodosius Dobzhansky, professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, autor do clássico Genetics and the origin of species (lançado em 1937). Em 1945 Pavan concluiu o doutorado. Foi professor titular e professor emérito na USP e na Unicamp.
A pedido do Informativo Adusp, o professor José Jeremias, que também integrou a diretoria provisória da Adusp, relembrou alguns dos feitos de Pavan: “Ele exigiu do então reitor Orlando Marques de Paiva um local para a assembléia de criação da Adusp, que na prática desqualificava o Decreto 477 da Ditadura que proibia tais reuniões. Eleita a diretoria em assembléia, Pavan participa com vigor no enfrentamento do chamado terceiro estágio: a presença dos militares na triagem secreta das contratações”.
“Tivemos em Pavan”, resume o professor, “um exemplo de dignidade e coragem, durante um dos momentos da transição tensa da ditadura para a democratização do país, na defesa da Universidade Pública, da pesquisa básica, da dedicação integral de docentes-pesquisadores”. Ainda segundo Jeremias, a diretoria provisória deixou a entidade consolidada, com cerca de 2 mil associados.
Matéria publicada no Informativo nº 278
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