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Edmundo Dias, exemplo de militância
Faleceu em 3 de maio de 2013 o professor e cientista social Edmundo Fernandes Dias, aposentado do IFCH da Unicamp. “Edmundo teve uma trajetória de vida marcada principalmente pela indissociabilidade entre o trabalho intelectual rigoroso, realizado a partir da perspectiva crítica das ciências humanas, e a atuação política sempre comprometida com a transformação radical da realidade. Além da dedicação às atividades acadêmicas, atuou intensamente no movimento sindical. Participou, ainda nos anos de 1970, das primeiras mobilizações no âmbito desta Universidade que culminaram na criação da Adunicamp”, afirma nota publicada no site da entidade, da qual foi diretor e ativo militante.
| Daniel Garcia |
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| Edmundo em ato público (2008) |
A Adunicamp lembra que Edmundo destacou-se na greve geral do funcionalismo público paulista em 1979 (a primeira greve da categoria sob a Ditadura Militar), bem como na mobilização contra a intervenção malufista na Unicamp em 1981, ano em que foi um dos organizadores do I Congresso Nacional dos Docentes Universitários, realizado em Campinas, que resultou na criação da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes, transformada em sindicato a partir de 1988).
“Edmundo deixa extensa produção bibliográfica sob a forma de artigos e livros de sociologia e ciência política situados no campo do marxismo como O outro Gramsci (Xamã, 1996) e Gramsci em Turim (Xamã, 2001), obras que trazem contribuições fundamentais para a compreensão do pensamento desse intelectual revolucionário italiano. Mais recentemente, escreveu Política Brasileira: embate de projetos hegemônicos e Revolução Passiva e Modo de Vida: ensaios sobre as classes subalternas, o capitalismo e a hegemonia, ambos publicados pela Editora José Luis e Rosa Sundermann. Nessas obras, Edmundo retoma e atualiza aspectos essenciais da teoria marxista da revolução e empreende análises críticas sobre as reconfigurações da hegemonia capitalista nos planos nacional e mundial”.
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