Universidade
Andes-SN divulga nota de solidariedade às mobilizações de funcionárias(os) e estudantes da USP
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) publicou nesta terça-feira (14 de abril) nota de solidariedade às mobilizações de funcionárias(os) e estudantes da USP.
A terça-feira marcou o primeiro dia da greve das(os) servidores(as) técnico-administrativas(os), aprovada em assembleia geral da categoria no dia 9 de abril, além da paralisação das(os) estudantes por melhores condições de permanência e na defesa dos espaços de organização discente.
Houve manifestações expressivas unindo as categorias em diferentes campi, especialmente na capital, em Ribeirão Preto e em São Carlos. Em São Paulo, milhares de pessoas participaram de um ato que passou por diversos pontos da Cidade Universitária do Butantã na tarde da terça-feira.
As(os) estudantes decretaram estado de greve e vão definir os próximos passos do movimento em assembleias previstas para o final da tarde desta quarta-feira (15) e o decorrer da quinta (16) nos diferentes campi da capital e do interior.
O Andes-SN lembra que “a greve das(os) trabalhadoras(es) técnico-administrativas(os) expressa a profunda insatisfação com a quebra da isonomia na universidade, agravada pela aprovação, em 31 de março, pelo Conselho Universitário da USP, da Gratificação por Atividades Estratégicas Complementares (GACE)”.
“Fixada em R$ 4.500 mensais, a medida beneficia exclusivamente docentes em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), podendo alcançar até 82% das(os) docentes em RDIDP, ao mesmo tempo em que exclui docentes em Regime de Trabalho Parcial (RTP) e em Regime de Trabalho Completo (RTC), aposentadas(os) e, sobretudo, não se estende às demais categorias”, diz o texto.
O Sindicato Nacional ressalta que a aprovação da GACE se deu em meio às negociações da data-base com o Fórum das Seis, o que “explicita uma política que aprofunda desigualdades e fragmenta a comunidade universitária”. “Diante desse cenário, as(os) trabalhadoras(es) reivindicam a recomposição da isonomia, com compensação salarial equivalente, além da reposição das perdas acumuladas nos últimos anos, reafirmando a necessidade de valorização de todos os segmentos que sustentam a universidade pública”, prossegue a nota.
A paralisação estudantil se soma a esse processo de luta, “denunciando medidas que restringem a autonomia das entidades estudantis e reivindicando melhores condições de permanência, incluindo a melhoria da qualidade dos restaurantes universitários e a defesa dos espaços de organização discente”, diz o Andes-SN.
Na avaliação do Sindicato Nacional, “a unidade entre servidoras(es) técnico-administrativas(os), estudantes e demais setores da comunidade universitária reafirma uma tradição histórica de luta na USP em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e socialmente referenciada”.
“O Andes-SN reafirma que a valorização de uma universidade pública de qualidade passa necessariamente pelo respeito a todos os seus segmentos, com condições dignas de trabalho e estudo, autonomia universitária e participação democrática nas decisões institucionais. Neste sentido, expressamos nosso apoio às mobilizações em curso e nos somamos à defesa da isonomia entre as categorias, da recomposição salarial, da autonomia estudantil e das condições adequadas de permanência e de trabalho na universidade”, diz o comunicado.
“Toda solidariedade à greve das(os) trabalhadoras(es) e à paralisação das(os) estudantes na USP!”, conclui a nota.
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