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Plenária de 30/5 reúne as três categorias
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| Auditório Camargo Guarnieri ficou lotado na plenária conjunta das 3 categorias |
Docentes e funcionários foram convidados a participar de uma plenária conjunta na tarde de sexta-feira, 30/5, como momento final da programação da “Jornada de Lutas”, convocada pela Assembléia dos estudantes de 26/5.
Os professores estiveram presentes para informar as deliberações do Encontro dos Docentes, série de plenárias realizada em substituição ao V Congresso, e para ouvir as contribuições elaboradas pelos demais setores, segundo a “Manifestação à Plenária” aprovada pelos delegados docentes (vide quadro).
Ao dirigir-se à plenária conjunta, o professor Francisco Miraglia manifestou a posição dos delegados docentes de que se deveria evitar deliberações ali, sugerindo a realização de um outro fórum mais amplo (composto pelos conselhos e entidades de base das categorias) para que o movimento possa recompor-se e decidir o que fazer.
Unidade
“Vamos ver se todos juntos temos uma visão do que aconteceu nesta semana. A gente não agiu de forma unificada”, disse ele, referindo-se à não realização do congresso. O professor também leu algumas das resoluções do Encontro dos Docentes a respeito do temário pensado para o V Congresso (a íntegra das resoluções será publicada em jornal especial da Adusp).
Na plenária conjunta, ouviram-se diferentes avaliações do processo congressual e de seu desfecho. Diversos oradores tomaram como referência a ocupação de 2007 para sugerir contradição entre aquele movimento e o modo como foi encaminhado o V Congresso.
Várias intervenções, porém, buscaram retomar a importância da unidade de docentes, estudantes e funcionários para empreender a luta contra a reforma do Estatuto promovida internamente no Conselho Universitário (CO) — e para conquistar uma Estatuinte soberana e democrática. “Só nossa luta conjunta vai ser capaz de transformar a USP”, disse o professor Miraglia.
Também ouve falas ressaltando que a inexistência do V Congresso foi uma vitória da reitoria e uma derrota do movimento. Segundo alguns estudantes, a não existência do V Congresso fortaleceu a reitoria e seria necessário ter unidade entre as categorias uma vez que a luta pela estatuinte não é fácil de ser feita.
Propostas
Todas as propostas encaminhadas na plenária conjunta foram lidas pela mesa, e serão enviadas para todas as categorias como indicativos. Pelas manifestações apresentadas na plenária, uma das propostas que deverá receber apoio de todas as entidades afirma: “Desde 2006, a Reitoria realiza uma reforma no estatuto da USP, por dentro de suas estruturas antidemocráticas. Como alternativa a este processo, o movimento das três categorias da USP se propõe a disputar os rumos da universidade reivindicando uma Estatuinte soberana e democrática como espaço legítimo para deliberar sobre o estatuto da USP”.
Matéria publicada no Informativo n° 261
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