Defesa da Universidade
Novo protesto estudantil por moradias na USP será nesta segunda (13/6) no prédio da História
10/06/2022 18h11
Nesta segunda-feira 13/6 serão retomados os protestos dos estudantes da USP na capital por moradia estudantil. Já foram realizados três atos reivindicando mais vagas no Conjunto Residencial (Crusp) e pagamento do auxílio financeiro em dia, além de reajuste do valor. O ato desta segunda será às 18 horas, no vão da História, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
“A situação toda está bem grave, há um abandono e desamparo por parte da USP em relação a estudantes pobres na Universidade. Nós começamos a fazer os atos, sendo que o primeiro travou o P1”, relata Agnes de Oliveira Costa, estudante de pós-graduação da FFLCH. “Muitos estudantes vieram das periferias ou de outros estados. Mesmo conseguindo vagas no Crusp ‘burocraticamente’, a maioria das vagas existentes já está ocupada, porque há um problema real de falta de vagas no Crusp, que se agravou com a reforma do bloco D. Muita gente estava batendo de porta em porta há meses e não encontrando vaga”.
Para quem não conseguiu a vaga, a SAS concede um auxílio financeiro, que é insuficiente para custear moradia em São Paulo. “E aí chegou maio, e nem o auxílio foi pago pela SAS. Tivemos relatos de um estudante negro, vindo do Ceará, dormindo na cozinha do Crusp por não ter recebido o auxílio; estudante dormindo em casa de amigos ou parentes de amigos; estudantes que chegaram na USP sem ter para onde ir e gente que, nessa situação, acabou desistindo da Universidade. Em sua maioria, são estudantes pobres e negros”, diz Agnes.
Nesse contexto, começaram a ser chamados outros atos para o pagamento dos auxílios financeiros, reajuste do valor para R$ 800 e por mais vaga na moradia. Além disso, ingressantes que estavam sem um teto para morar começaram a reocupar o Bloco D, que está com a reforma paralisada. “Mas há relatos de ameaça: estudantes ingressantes estão sendo chamados de ‘invasores’ pela SAS. A SAS cortou energia do sexto andar do bloco e água de alguns apartamentos. Todo dia há funcionário averiguando quem está no bloco e intimidando. Em resumo, a SAS está realizando ações para expulsar esses estudantes e desempenhando um verdadeiro papel de desassistência social quando se trata de estudantes pobres, negros, vindos da periferia e de outros Estados”, afirma a pós-graduanda.
“Também estamos reivindicando a devolução imediata dos blocos K e L para moradia e a ampliação efetiva de vagas. A demanda é muito grande, principalmente com a ampliação das cotas, e o que está acontecendo é cruel e um crime. A USP está literalmente deixando estudantes sem teto e negando com isso o direito ao ensino”.
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- Nesta terça (14), funcionários(as) técnico-administrativos(as) da USP entram em greve, exigindo compensação de R$ 1.600; estudantes paralisam atividades
- Assembleia Geral aprova Pauta Unificada da data-base, expõe preocupações com a GACE e declara apoio à mobilização de estudantes e funcionários(as) da USP
- Em novo episódio do “Podcast da Adusp”, a advogada Lara Lorena explica, em entrevista, detalhes da ação da URV e pagamentos do “Descongela”
- Conselho Universitário aprova GACE com 93 votos favoráveis, apesar de protestos de funcionários e discentes
- Em resposta a ofício da Adusp, Codage diz que informe de rendimentos lançado no MarteWeb está correto e pode ser utilizado na declaração do IRPF