Daniel GarciaDaniel Garcia
Pronunciamento de Rita Lara, presidente do CA XI de Agosto, no ato de 21 de outubro no Salão Nobre da FD

Reuniu centenas de pessoas o ato “Em defesa da Constituição Federal, da Democracia e dos Direitos Humanos”, convocado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e pela Comissão Arns, e realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito (FD-USP) na noite da última quarta-feira, 21 de outubro. Na abertura, o jornalista Juca Kfouri leu a famosa frase de Ulysses Guimarães: “Tenho ódio e nojo da Ditadura”.

A mesa reuniu Rita Gregorio Canelas Moreira Lara, presidente do XI de Agosto, que representa o corpo discente da FD; José Carlos Dias, jurista, ex-ministro da Justiça e presidente de honra da Comissão Arns; historiador Luiz Felipe de Alencastro, presidente da Comissão Arns; Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); Calixto Salomão Filho, professor da FD e autor do Manifesto em Defesa da Constituição e da Democracia.

“Além de ser presidente do Centro Acadêmico, eu sou secretária-geral da Federação Nacional dos Estudantes do Direito, que é também uma outra instituição importante na luta da defesa dos direitos dos estudantes. E eu saúdo e agradeço a presença de todos nesse grande evento, que marca mais uma vez o compromisso da comunidade jurídica com a defesa do Estado Democrático de Direito e dos direitos do povo brasileiro”, destacou Rita Lara.

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Centenas de pessoas compareceram ao evento e lotaram o Salão Nobre da Faculdade de Direito

“Como reiterado às vezes, a sociedade teve que aprender e reaprender, os direitos conquistados pelo povo nunca são garantidos. E após lutar para conquistá-los, precisamos lutar para mantê-los sempre. E é por isso que a gente está aqui hoje”, enfatizou ela, mencionando a “Constituição Cidadã” votada e aprovada em 1988. “A gente está aqui no caráter de defensores da nossa Constituição, que depois dos anos de chumbo concedeu ao povo brasileiro novamente sua liberdade e sua dignidade”.

Por meio dela, assinalou, foram assegurados o direito à saúde pública e gratuita, o direito à educação, à moradia digna, à liberdade de expressão. “Nosso país ainda está em desenvolvimento. Ainda existem muitas coisas a serem mudadas e melhoradas, reformadas e revolucionadas”, ponderou a presidente do CA XI de Agosto.

“Porém, em 28 anos de Constituição, não conseguimos reverter todo o mal causado por 500 anos de colonialismo. E mesmo assim, a gente avançou mais do que qualquer um esperava. Hoje o nosso país é um dos únicos que possui um sistema superior gratuito de excelência, um Sistema Único de Saúde universal. Implementamos nos últimos vinte anos políticas públicas de auxílio à população que retiraram duas vezes o Brasil do Mapa da Fome. Mas nenhum direito, nenhuma melhoria, nenhuma causa é garantida a não ser pela luta e pela pressão popular”.

EXPRESSO ADUSP


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