Democracia na USP
Procurada, Maria Paula não se manifesta
Por intermédio da Assessoria de Imprensa da Reitoria, o Informativo Adusp procurou a professora Maria Paula Dallari Bucci (FD), superintendente jurídica da USP, para que externasse sua versão dos episódios de 7/3. A professora foi mencionada pela educadora Nani Figueiredo na matéria “Presos, algemados e agredidos dentro da Reitoria. Superintendente jurídica esteve presente e omitiu-se”, publicada na página digital da Adusp em 28/3.
No dia 29/3, o Informativo Adusp enviou mensagem eletrônica à assessora de imprensa, pedindo que encaminhasse à superintendente jurídica alguns questionamentos. No dia 30/3, a assessora de imprensa respondeu, comprometendo-se a repassar as perguntas a Maria Paula. Em contatos telefônicos realizados nos dias 5 e 6/4, disse haver encaminhado as perguntas à professora. Porém, o Informativo Adusp não recebeu resposta até o presente momento, dia 6/4/17.
As questões encaminhadas são as seguintes:
“1. No dia 7 de março, a Sra. avistou-se com manifestantes – funcionários da USP e alunos da USP – mantidos presos e algemados numa sala do andar térreo da Reitoria. Com que finalidade a Sra. tomou essa iniciativa?
2. Há relatos de que a Sra. declarou a esses manifestantes, na ocasião, que não poderia interferir em favor deles. Por que motivos a Sra. agiu desse modo?
3. Como superintendente jurídica da USP, a Sra. considera lícito e razoável que dependências da Reitoria sejam utilizadas pela Polícia Militar como cárcere?
4. Como superintendente jurídica da USP, a Sra. considera lícito e razoável que policiais militares chamem uma educadora da USP de “vagabunda” e “vadia”?
5. Como professora da Faculdade de Direito, a Sra. considera lícito e razoável que pessoas sejam detidas e agredidas pelo fato de filmarem agressões policiais ou por participarem de manifestações contra a Reitoria?
6. Como professora da Faculdade de Direito, a Sra. considera aceitável que pessoas detidas – por qualquer motivo – sejam impedidas de falar com advogados?”
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