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Chapas de Wanderley Messias e de Marco Antonio Zago visitam Adusp
As chapas de candidatos a reitor e vice-reitor(a) Wanderley Messias-Suely Vilela e Marco Antonio Zago-Vahan Agopyan visitaram a Adusp em 5/11 e 11/11 respectivamente. Foram recebidas pelos professores Ciro Correia, presidente da Adusp, e César Minto, vice-presidente.
Wanderley-Suely. Os candidatos expuseram os motivos que os levaram a entrar na disputa: a experiência e a trajetória acadêmica e administrativa de ambos, o entendimento de que houve acertos em muitas iniciativas da atual gestão (valorização da graduação, mudanças na pós-graduação, infraestrutura física dos campi, medidas quanto à internacionalização) conjugado com a compreensão de que é preciso fazer mudanças e ajustes para superar questões importantes que não tenham tido o melhor tratamento, como a garantia de respeito às agendas e atribuições das instâncias colegiadas; respeito às escolhas de diretores de unidades; agilidade nas nomeações; agenda de interlocução efetiva com a comunidade, conforme tópico específico do programa da chapa que prevê a criação de uma assessoria para assuntos comunitários associativos e sindicais.
Disseram estar atentos às preocupações orçamentárias e ao comprometimento das reservas financeiras, segundo eles, temas relevantes que a Adusp sempre acompanha de modo competente; no entanto, ressaltam que as projeções que fazem a esse respeito indicariam que não há fundamento para qualquer catastrofismo e que será possível em 2014 retomar um patamar mais balanceado quanto ao necessário equilíbrio entre custeio e salários. Afirmaram que pretendem ser mais atuantes na interlocução com o governo estadual, a Alesp e a sociedade, buscando dar mais visibilidade à relevância da universidade.
Os diretores da Adusp destacaram que há muito a universidade vem regredindo em relação ao modo como lida com as diferenças de concepções e propostas no seu interior, mas que, a partir dos anos 1980, isso nunca foi tão grave como na gestão Rodas, tanto no que se refere à política de judicialização dos conflitos e à postura policialesca com relação à comunidade, como à falta de respeito no relacionamento institucional e falta de transparência nas deliberações de substituir salários por ditos “benefícios”, concursos por terceirizações, assim como nas decisões quanto a obras etc.
Ciro e César sustentaram ainda a necessidade de a USP rever o modo como tem atuado no Cruesp e diante das agências de fomento. Também questionaram o modo autoritário como se deu a introdução de níveis horizontais na carreira. Os candidatos afirmaram que, numa futura gestão, haverá espaço para melhor reconfigurar essas questões.
Zago-Vahan. Os candidatos, acompanhados da apoiadora professora Maria Arminda Arruda, agradeceram a possibilidade de conversar com a entidade sobre os temas em pauta. Zago iniciou dizendo que, para além das crises específicas e de momento, a chapa está preocupada com um quadro que considera análogo ao de uma “doença institucional” que determina falta de visão de unidade e de coesão entre os diferentes setores/áreas, o que acaba por obscurecer a grandeza e a diversidade da instituição, situação esta que tem se intensificado e é necessário reverter.
A chapa se disse crítica quanto a práticas clientelísticas implantadas na administração e aprofundadas no período recente, precisando ser mudadas com atitudes de consideração às instâncias colegiadas e às diversas esferas administrativas da USP. Vahan destacou que indicarão sempre os escolhidos pelas unidades para os cargos de diretores (primeiros das listas) e que essa concepção de descentralização e respeito à autonomia será uma marca da administração.
Maria Arminda explicou que seu apoio à chapa e integração no grupo de planejamento deve-se ao compromisso de valorização de todas as áreas das ciências, o que implica reconhecer a importância e especificidade das Humanidades, e o enfrentamento das disparidades hoje existentes quanto às necessidades de infraestrutura e quadros de docentes e funcionários.
Ciro e César destacaram que a universidade vem se distanciando do respeito à diversidade e às características das diversas áreas e setores; são notórias as práticas de clientelismo na atual gestão e o tratamento desigual no atendimento de necessidades das unidades; a internacionalização é conduzida de modo propagandístico, ao invés de serem fomentadas parcerias e propostas que se justifiquem academicamente.
Os candidatos declararam acordo com essas preocupações e compromisso de enfrentar de modo participativo esses graves problemas, reforçando a interlocução com as entidades representativas, para viabilizar uma agenda que propicie avançar nas demandas por democratização, a exemplo da reivindicação por um processo Estatuinte, sem que isso dificulte o encaminhamento imediato de medidas e resoluções específicas que melhor configurem a administração e o papel das unidades na construção de uma universidade que melhor corresponda à sociedade diante do seu imenso potencial.
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