Universidade
Direção da FFLCH repudia detenção de ativistas da Global Sumud Flotilha pela Marinha de Israel e exige “sua imediata libertação”
A Direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP) emitiu nota, nesta quinta-feira 2 de outubro, anunciando que se soma “às vozes que, junto com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, repudiam a detenção, por parte das forças armadas de Israel, de integrantes da Global Sumud Flotilha, que tentava levar ajuda humanitária a Gaza”.
A nota lembra que duas pessoas ligadas à universidade encontram-se em poder de Israel, uma delas diretamente vinculada à FFLCH: “Um funcionário desta faculdade, Bruno Sperb Rocha, é uma das pessoas presas, bem como o funcionário aposentado da USP Magno de Carvalho, o que aumenta nossa preocupação”.
Por fim, a Direção da FFLCH exige “o respeito à integridade de todas as pessoas que participam da louvável missão humanitária da Flotilha, sua imediata libertação e devolução em segurança”.
Bruno Sperb Rocha, conhecido como Bruno Gilga, já integrou o Conselho Universitário como representante eleito da categoria de funcionários(as) técnico-administrativos(as). Magno de Carvalho é outra conhecida liderança do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
De acordo com a Flotilha, em nota emitida nesta quinta, 2 de outubro, foram confirmadas as interceptações e sequestro por Israel de outros dez membros da delegação brasileira: Thiago Ávila, Lisiane Proença, Nicolas Calabrese, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas. Outros dois brasileiros, João Aguiar e Miguel de Castro, estavam desaparecidos.
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