Universidade
“Fui aprovado por unanimidade, mas meu nome está sendo veiculado de forma negativa, como se eu tivesse interferido na constituição da banca”, diz prefeito do câmpus de Piracicaba, que repele acusação de favorecimento em concurso de titular
O prefeito do Câmpus de Piracicaba da USP, professor Luciano Mendes, entrou em contato em contato com o Informativo Adusp Online, nesta quinta-feira, 6 de novembro, para rebater o teor da matéria intitulada “Justiça suspende concurso de professor titular na Esalq, para evitar possível favorecimento do Prefeito do Câmpus”, publicada dois dias atrás. A seu ver, esta e outras matérias publicadas a respeito daquele concurso são enviesadas e não contemplaram o contraditório, uma vez que ele foi acusado de algo ilícito mas não foi procurado para se manifestar.
“Eu fui aprovado no concurso por unanimidade da banca, mas estou sendo atacado desde a aprovação com reportagens que não observam o ponto de vista do outro. O mandado de segurança foi impetrado pelo professor Sérgio de Zen, que estava concorrendo no concurso”, diz o docente. “Depois da aprovação na Congregação, os candidatos tiveram 10 dias úteis para recorrer da indicação dos nomes, mas ninguém se manifestou. Depois do início do concurso foi que o professor Sérgio de Zen entrou com este mandado de segurança”.
No seu entender, “estão fazendo de tudo para minar o concurso e meu nome está sendo veiculado de forma muito negativa, como se eu tivesse interferido na constituição da banca”.
Ainda segundo o professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), é inverídica e inconsistente a acusação de que ele teria sido favorecido no concurso, acusação essa que se baseia na existência de vínculo matrimonial entre o presidente da Comissão Julgadora, professor Carlos Bacha, e uma funcionária que é subordinada ao próprio Mendes na Prefeitura do Câmpus.
“Eu não estive presente em nenhuma etapa de decisão e muito menos indiquei qualquer professor para participar desta banca. A esposa do professor Carlos Bacha é funcionária de carreira. Está há quase vinte anos na função. Tem tudo incorporado [benefícios por tempo de serviço] e não faz sentido essa justificativa de que é funcionária da Prefeitura. Estou como prefeito há pouco mais de dois anos”, diz Mendes.
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