Previdência
A pedido da Adunicamp, Dieese produz relatório sobre as regras da aposentadoria no serviço público e uma síntese das mudanças trazidas pelas reformas
Por solicitação da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) elaborou um estudo sobre as regras de acesso à aposentadoria dos(as) servidores(as) públicos(as) do Estado de São Paulo, com uma síntese das principais alterações das últimas décadas.
Na primeira parte, o relatório apresenta de forma resumida as principais mudanças ocorridas na previdência do setor público brasileiro desde 2003. O texto ainda traz um resgate histórico de como a Constituição Federal consolidou a Previdência Social Pública no Brasil e definiu a sua base de sustentação financeira.
A segunda parte do documento é destinada ao estudo sobre o regramento do São Paulo Previdência (SPPrev), com destaque para as novas alíquotas que, a partir da Lei Complementar 1.354/2020 (a reforma da Previdência do governo João Doria, do PSDB), alterou de forma substancial as regras previdenciárias para os(as) servidores(as) na ativa e aposentados(as) do Estado de São Paulo.
Em 2020, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) indeferiu pedido de liminar em ação coletiva da Adusp que requeria a suspensão da aplicação de progressividade da alíquota de contribuição previdenciária. Há recurso pendente no Supremo Tribunal Federal (STF), o Tema 1.226, com repercussão geral, julgamento cuja decisão se aplicará à ação da Adusp.
Já a contribuição previdenciária de servidores(as) aposentados(as) e pensionistas do Estado que recebem entre um salário mínimo e o teto da Previdência, atualmente em R$ 7.786,02, foi revogada pelo então governador Rodrigo Garcia (PSDB) no final de 2022, ao sancionar o Projeto de Lei Complementar (PLC) 43/2022, que determinou o fim do confisco.
O PLC 43/2022 foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa (Alesp) depois de grande mobilização dos(as) servidores(as) e de iniciativas de parlamentares que procuravam derrubar a medida, que prejudicava exatamente aqueles(as) que recebiam os proventos mais modestos.
Fortaleça o seu sindicato. Preencha uma ficha de filiação, aqui!
Mais Lidas
- “Organização social de saúde” presidida por Ludhmila Hajjar vence chamamento do Ministério da Saúde para gerir “Hospital Inteligente”, tendo como sócios Carlotti Jr. e Guido Cerri; contrato de gestão envolve R$ 1,95 bilhão em quatro anos
- Reitoria da USP anuncia investimentos de R$ 50 milhões no Hospital Universitário, mas não prevê contratação de pessoal, maior carência numa instituição que perdeu 30% do quadro nos últimos anos
- Docentes da “Filô” de Ribeirão Preto pedem maior celeridade da Reitoria no reparo de laboratórios danificados pelo vendaval
- “Integralidade e paridade para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias”
- Conselho Gestor do Câmpus decide no dia 13 de agosto novo nome da Travessa 12, na Cidade Universitária; abaixo-assinado defende homenagem a João Zanetic, docente do IF e por duas vezes presidente da Adusp